Portos do Amazonas e Pará projetam 67,3 milhões de toneladas até 2042

(Fonte: Portal Amazônia, 26.12.2015)

MANAUS – O setor portuário no Amazonas e Santarém deve movimentar 67,3 milhões de toneladas de cargas até 2042. A previsão é um dos indicadores da segunda versão do Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP). O estudo, que é o principal instrumento de planejamento do setor para investimentos em período de longo prazo, foi divulgado pela Secretaria de Portos (SEP). As projeções são os resultados dos levantamentos e estudos realizados pela SEP em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Ministério dos Transportes e outras instituições.

O estudo visa identificar o crescimento (ou mesmo eventuais reduções) na movimentação de cargas e as mudanças de tendências em cada cluster portuário brasileiro, que são os conjuntos de portos e terminais privados geograficamente próximos entre si.

Segundo a SEP, foi utilizado como critério principal o custo logístico da matriz de transportes e para obtenção dos resultados algumas premissas foram adotadas: clusters portuários, tipos de navegação, projeção da demanda, natureza da carga e alocação de cargas. Os resultados divulgados pelo Plano em 2015 têm por referência o ano-base 2014 e compreendem projeções de demanda até o ano de 2042.

A projeção de demanda alocada de cargas para o conjunto de portos e terminais situados no Amazonas-Santarém é de aumento de 128,9%, nos próximos 27 anos. O levantamento observou os resultados do ano passado, quando o mesmo cluster portuário registrou movimentação de 29,4 milhões de toneladas de cargas. 

A expectativa apontada no PNLP é que esse volume atinja 38,5 milhões de toneladas em 2020 e chegue a 49,6 milhões em 2030. Ao final da projeção em 2042, o governo federal espera que o cluster Amazonas-Santarém tenha uma demanda de 67,3 milhões de toneladas de cargas. 

O granel sólido agrícola (grãos de soja, milho e outros) é o tipo de carga que terá maior participação da demanda projetada de movimentação até 2042. A previsãoé que os granéis sólidos concentrem 31% da demanda nos portos e terminais na área do Amazonas-Santarém (PA), seguido da carga conteneirizada (carga transportada em contêiner) com 28%.

De acordocom o plano, as cargas de granéis sólidos minerais e granéislíquidos combustíveis terão participação no fluxo de cargas de 22% e 17%, respectivamente. Granel líquido agrícola e carga geral terão cada um apenas 1% da demanda total. “O Cluster de Amazonas-Santarém é o que apresenta maior inversão de tendência. Atualmente, em ordem de representatividade, têm-se o granel sólido mineral, granel líquido combustível, cargas conteinerizadas e granel sólido agrícola.

Para 2042, a expectativa é que os dois últimos figurem como as principais naturezas de carga, seguidos pelos dois primeiros. Essa inversão é desencadeadapor obras de infraestrutura terrestre esperadas para abastecer esse cluster, que devem aumentar o volume de cargas conteinerizadas e granel sólido agrícola movimentado por ele”, explicou a SEP.

Investimentos de R$ 51,28 bilhões

O PNLP prevê um total de investimentos de R$ 51,28bilhões, dos quais R$ 4,26 bilhões são públicos e o restante (R$ 47,2 bilhões) é privado. Os recursos devem gerar capacidade de movimentação de 678,2 milhões de toneladas de carga por ano no Brasil. Os investimentos previstos para a região Norte são de R$ 6,9 bilhões, de acordo com a Secretaria de Portos.

O presidente do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), Claudomiro Carvalho Filho, disse que a realização de estudos e levantamentos são positivos para direcionar os investimentos. Entretanto, ele enfatizou que o PNLP mostra o crescimento significativo da movimentação de cargas, mas que pode não ser concretizado se não houver infraestrutura portuária adequada.

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