País deve superar entraves

Executivo diz notar mudanças favoráveis no setor

(fonte: Guia Marítimo – 9/11/2015 – por Andrezza Queiroga)

“O Brasil tem ainda grandes desafios a vencer no setor de infraestrutura, notadamente, na infraestrutura portuária, onde há forte demanda, com tendência de crescimento no médio e longo prazos, a despeito de uma conjuntura econômica desfavorável”. A opinião é de Roberto Lopes, Diretor de Operações da LOGZ Logística Brasil SA., ao ser questionado sobre o atual cenário. Ele lembra que a partir da nova Lei dos Portos, de 2013, estamos vivenciando uma série de novos investimentos no setor.

Ao todo, o governo calcula que serão aplicados mais de R$ 63 bilhões até o fim da década no setor. Terminais públicos arrendados estão tendo seus contratos de concessão renovados, e com isso serão expandidos e modernizados. E mais de 50 projetos de terminais privados tramitam em diferentes fases de desenvolvimento e aprovação. “Isso tudo certamente terá um impacto muito favorável no setor. Agora, é preciso lembrar que, para os portos funcionarem com plena eficiência, não basta apenas termos terminais equipados e modernos. É preciso também reduzir a burocracia e melhorar a integração intermodal, com adequadas conexões ferroviárias e rodoviárias”, avalia.

O executivo critica o atual problema de acessos no segmento e acredita que devemos pensar, sobretudo, na questão dos canais de navegação. “Eles precisam ser igualmente eficientes, pois do contrário a eficiência dos modernos terminais que já temos hoje acaba não sendo totalmente aproveitada. Obras de aprofundamento e de manutenção desses canais são fundamentais e também nessa frente precisamos melhorar o planejamento, identificando junto aos armadores as necessidades para atender as próximas classes de navios e garantir que os investimentos em dragagem gerem os resultados e eficiência esperados”, diz.

Para Lopes, há uma mudança positiva no setor, que passa a ter plena consciência de que precisamos cultivar no Brasil uma nova mentalidade que valorize o planejamento, com visões de curto, médio e longo prazo, e atrelada a uma estratégia de crescimento para o País. Da mesma forma, ele diz enxergar esta postura por parte do Poder Público, mas é preciso colocar os planos em prática. “Reduzir a burocracia é fundamental. Nos portos, devemos pensar em como padronizar procedimentos, em como alinhar o trabalho de diferentes órgãos intervenientes, evitando retrabalho e custos adicionais para toda a cadeia produtiva. O elevado tempo de permanência das cargas nos portos é um dos principais indícios de perda de eficiência, com impacto direto na capacidade de atendimento dos terminais”, sustenta.

Lopes afirma, ainda, que o elevado tempo de permanência das cargas é severamente impactado por diferentes fatores que vão desde burocracia a gargalos logísticos de acesso aos terminais. “A produtividade da operação, no Brasil, varia muito de porto para porto. Temos terminais muito eficientes, com índices de produtividade comparáveis aos melhores do mundo, e outros que ficam muito aquém. Acho que o papel que caberia ao Poder Público, neste caso, seria o de analisar, com transparência, porque ainda há no país terminais pouco eficientes, de baixa produtividade. Pode ser uma questão de modelo e de ajuste de procedimentos envolvendo diferentes players, incluindo aí órgãos anuentes”, finaliza.

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